terça-feira, novembro 20, 2007
segunda-feira, novembro 19, 2007
Sonora

Como quem sente uma estalada sensacional, magnífica.
Seu som produzido era singular,
Os corpos sonoros vibravam nos ouvidos,
Linda emissão de voz.
Era o objeto de diversas forças e atividades.
Era a conversão a um centro,
Centro de paz, serenidade e sossego.
Mas, sobretudo, o intenso.
Que soa clara e agradavelmente,
Harmonioso, canoro.
Watts do acolá,
Alicerce da vida,
Pois sua produção, sonora
Buscava sempre o horizonte...
sábado, novembro 10, 2007
Somos o impossível

sexta-feira, novembro 09, 2007
Fantasmas da opinião

terça-feira, novembro 06, 2007
Queda

Renan volta ao senado
da Folha Online, em Brasília
O presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou hoje a intenção de renovar a licença médica que o manteve afastado por dez dias da Casa Legislativa. Ao deixar o seu gabinete hoje, após o primeiro dia de trabalho no Senado depois de se afastar da presidência da Casa, Renan disse que vai retomar o seu mandato em definitivo.
"Se eu estou trabalhando, como eu vou renovar a licença?", questionou o peemedebista ao negar uma eventual nova licença.
Renan ficou por três horas em seu gabinete de senador, já que a sala da presidência do Senado está sendo ocupada interinamente pelo senador Tião Viana (PT-AC) --primeiro vice-presidente da Casa. Além de funcionários e aliados no Estado, Renan recebeu a visita do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
Jucá disse que foi apenas dar um "abraço" no colega de partido, sem entrar em detalhes sobre as conversas que manteve com Renan. O líder disse que com o retorno do senador, a base aliada do governo ganha mais um voto favorável à prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.
"Eu ganho mais um voto. Ele tem que estar aqui para votar a matéria", desconversou Jucá. Assim como o líder, Renan se manteve discreto em seu retorno ao Senado. O peemedebista não quis dar entrevistas e, mesmo cercado por jornalistas, deixou a Casa Legislativa sem comentar o seu futuro político.
A Folha Online apurou que a estratégia do peemedebista será evitar discursos públicos ou discussões polêmicas para não retomar para si os holofotes da crise política. Renan avaliou a aliados que, desde que deixou o Senado, conseguiu deixar de ser o "centro das atenções" na Casa Legislativa --o que considera positivo já que responde a quatro processos por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética.
Licença
Renan se afastou da presidência do Senado por 45 dias no dia 11 de outubro. Pouco depois, também pediu licença médica de dez dias do mandato para manter-se afastado da Casa. Durante o período, manteve-se recluso na residência oficial da presidência do Senado, evitando lugares públicos e eventos políticos.
Na semana que vem, o Conselho de Ética do Senado deve retomar as discussões sobre os processos contra Renan. O senador Jefferson Péres (PDT-AM) prometeu entregar até o dia 15 o relatório da terceira denúncia contra o peemedebista --na qual Renan é acusado de usar "laranjas" para comprar um grupo de comunicação em Alagoas.
O processo é considerado o mais grave contra o senador, já que as acusações foram reveladas pelo usineiro João Lyra ---ex-aliado de Renan que se tornou seu adversário político no Estado.
Lula e Morales

"Em 12 de dezembro Lula visita a Bolivia para debater o tema do investimento", disse Morales.
O presidente boliviano revelou que manteve um contato por telefone com Lula nas últimas horas, quando o líder brasileiro citou a possibilidade de propor investimentos privados do Brasil na "industrialização do gás e petróleo" da Bolívia.
"Esperamos que estes acordos sejam de estado para estado; se há empresários (brasileiros) dispostos a investir, serão bem-vindos, desde que respeitem as leis bolivianas e garantam os investimentos".
Segundo Morales, a Bolívia "precisa de milhões e milhões de dólares" para explorar sua riqueza de gás.
Horas antes, o ministro boliviano dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, revelou que o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, estará nesta terça-feira na Bolívia para discutir a questão do gás.
Segundo fontes ligadas ao governo, as conversações envolverão o desbloqueio dos investimentos da Petrobras na Bolívia, congelados após o governo Morales nacionalizar os hidrocarbonetos, em maio de 2006, e comprar duas refinarias da companhia brasileira no território boliviano.
O Brasil enfrenta no momento uma crise de desabastecimento de gás, que afeta principalmente os estados de Rio de Janeiro e São Paulo. G1
Em alto e bom tom
Em respeito ao autor, rogo minhas desculpas e afirmo que minha razão é justificada. Não faço este pedido com perturbação moral ou receio, reconheço meu erro e reabilito que sou passível de culpa. Como pessoa normal. Injustificável sim foi o não pedido de permissão. Este pode ser censurado completamente. Despretensioso foi meu feito, sem qualquer intenção de roubar coisa alheia. Perdão pela causa.
O texto “A insustentável leveza do ser” que pode ser lido abrindo-se este link http://sexosemnexopt.blogspot.com/2007/09/um-bilhete-para-lisboa-sff.html foi escrito pela Insaciável em 17 de Setembro 2007.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Poente no sal
quarta-feira, outubro 31, 2007
Sopro escorpião

terça-feira, outubro 30, 2007
Salinas
Fazia um tempo, acho que dois meses que eu não ia a Salinas. Confesso que em meus sonhos, o sal tava meio que desprezado. Instantaneamente ao chegar, vi que meu modo de idéia existente era malsinado...Acho difícil uma praia oceânica na Amazônia ter tanta beleza quanto às de lá. Pra mim, é uma das mais bonitas do Brasil.
A areia é bem granulosa e branquíssima, suas dunas envolvem a praia, algo que não se vê por aí. O vento de salinas é especial para as práticas de windsurf e kitesurf, alguns dizem que ele só perde para o de jericoacoara.
Durante os meses de Janeiro à Março, as ondas sofrem influência das grandes marés da região, chegando a alcançar 2 metros de altura. O sal é o reduto dos surfistas do estado, e onde são realizados os principais campeonatos de surf. Nos dias de flat pode-se deslizar no sandboard nas enormes dunas existentes na praia, ou no asfalto, praticar o pranchão do longboard nas ladeiras e inclinações abissais.
Para que gosta da pesca, uma grande quantidade de mangues em sua região, transformam suas águas em excelentes pesqueiros.
Lamentável diante de tanta maravilha é o desprezo dos seus gestores, que usam, gozam de salinas e nada fazem para melhorar ali. As ruas estão todas sujas, e a sinalização é péssima. Um local turístico deve ter como base, uma estrutura de recepção muito boa. E lá, o descuido é evidente.
Ocorre que, para os políticos isso pouco importa, pois turistas não votam, e para eles basta agradar a população local... Aquela velha visão deprimente...
Fora esses problemas, o sal é demais... tava demais...
quinta-feira, outubro 25, 2007
Fora racismo!
terça-feira, outubro 23, 2007
Será o nome da minha filha
A minha concorde,
Reputo-lhe, antemão,
Uma condição, sem a qual,
Não haverá concisão.
Talvez imposição,
Decerto terá que haver sujeição.
Mas afirmo que é inclinação da alma,
Determinar esse título,
À sucessora de meu aprendiz coração.
Amo-te já minha filha
Antes mesmo de nascer.
Com afeto brando e carinhoso
Reservo-lhe este nome,
Luiza, que será pra sempre,
O meu desejo e sempre o teu desejo.
Rendo graças,
Ao poeta mais sensível do planeta,
Por revelar os sete mil amores,
Que guardarei somente pra lhe dar,
Luiza...
Tenho saudade da Belém que não conheci

Banhada pelo rio Guamá, Em seus quase 400 anos de história, Belém vivenciou momentos de plenitude como o período áureo da borracha, no início do século XX, quando o município recebeu inúmeras famílias européias, o que veio a influenciar grandemente a arquitetura de suas edificações.
Antonio Lemos, foi buscar na França, centro irradiador da cultura mundial, os fundamentos para o seu plano de modernização. Paris acabara de passar por uma profunda reforma empreendida pelo urbanista Haussmann, que se cercara de um grupo de colaboradores de alta qualidade.
Walter Pinto Afirma que “O urbanismo de Haussmann caracterizou-se pela criação de uma vasta rede de grandes artérias que cortam indistintamente Paris, por bairros centrais e zonas periféricas. Paralelamente adota-se uma política ativa em matéria de serviços públicos com sistema viário, rede de esgoto, distribuição de água e gás, mercados cobertos, feiras, estações, hospitais, espaços verdes, entre outros elementos".
Alguns dizem que o espaço urbano definido na administração de Lemos, continua inalterado, e que a sua maior contribuição a Belém foi, sem dúvida, a formatação do espaço físico, a planta da cidade, de 1905.
Belém era inspecionada diariamente, seus locais públicos, praças, e bosques. Também sob influência do urbanismo de Haussmann, Antonio Lemos se valeu de um Código de Postura que impunha à população normas para a construção de novos prédios.
Nossas saudosas calçadas foram projetadas com mais de quatro metros, e todas niveladas. Hoje deparamo-nos com uma Belém carente de calçadas, e visivelmente ausente na retomada deste bem público. Fato comum é vermos construções de casas à frente dos postes públicos, quer dizer, ausência básica da gestão, ou talvez desconhecimento da importância desta, que após algum tempo, ficará somente na história.
Vivemos hoje, o que eu chamaria de causa e efeito. Calcadas desniveladas, sem qualquer continuidade, estreitas e muitas vezes ausentes. Como efeito, a população anda no meio da rua, e mais efeito ainda é o numero excessivo de acidentes com pedestres sendo vitimas.
Como causa, temos a cidade suja, fedorenta para quem caminha por ela. E o resultado são esgotos transbordando, ruas alagadas e lixo em toda parte.
A falta de sinalização deixa até quem mora por aqui, enrolado com as vias. Não conheço cidade mais mal sinalizada que esta. O produto disso se dá quando observamos o número grandioso de engarrafamento sem explicações.
Belém está sofrendo hoje, o que meu Sábio Pai chama de um processo de “favelização”. Ruas sujas, Novas construções desprezam a existência de árvores no local, e, além não plantá-las, as existentes são cortadas. A construção de muros excessivos, ora pela insegurança, ora pela privacidade, também contribui ao processo. É comum vermos muro junto a muro, casas em cima de casas, sem qualquer preocupação ao vento e a estrutura da cidade. Na verdade, nada se preocupam com a função social da propriedade. Quintais entram na memória, Muitos dizem, “para que quintal?” sem saber da enorme importância dele...
Olhando do décimo andar de um prédio, consegue-se observar tristemente tudo isso. Casas imensas surgindo coladas a outras, muros de três a quatros metros... E nenhuma árvore, nenhuma preocupação, o egoísmo e falta de cidadania alastra-se pela cidade...
Por essas, tenho saudade da Belém que não conheci...
segunda-feira, outubro 22, 2007
Primeiro degrau
Em busca do mundo
Que sabiam não ser esse lá, foram...
Sem saber aonde ir,
A caminhada foi longa, muito remota,
Ação arriscada, proeza guerreira.
Seus quinhões dependiam desse suor,
Segregado pelas glândulas sudoríparas.
O sofrimento físico e moral,
Faziam questionarem se a cansativa
Procura de saber quem são teria sucesso.
Deram continuidade
As procuras resultantes do instinto,
E nessa alternante busca encontraram todo tipo de adversidades...
Sendo diferentes,
Cada um buscou um caminho só,
Sem saber que ainda sim iriam buscar alguém...
A descoberta de si...
STF deu exemplo

Bom, o conceito de fidelidade partidária foi luzido pelo STF, desestruturando assim, os espertalhões sem ideologia e sem respeito à república.
Quantos deputados, federais, estaduais e vereadores vão voltar atrás em suas infidelidades, em?
Isso pode ser o primeiro passo a uma mudança no sistema político. Pode ser a busca a uma futura cláusula de barreira. A ratificar que os partidos não são motéis de alta rotatividade. E a república merece respeito de quem as utiliza e as representa. Nos ouça Senado!
Coisa mais bonita é você
Assim, justinho você
Eu juro, eu não sei por que
Você
Você é mais bonita que a flor
Quem dera
A primavera da flor
Tivesse todo esse aroma de beleza
Que é o amor
Perfumando a natureza
Numa forma de mulher
Por que tão linda assim não existe
A flor
Nem mesmo a cor não existe
E o amor
Nem mesmo o amor existe
E eu fico um pouco triste
Um pouco sem saber
Se é tão lindo o amor
Que eu tenho por você
Carlos Lyra e Vinícius
"Youth without youth" Novo filme de Coppola

Mostra de Cinema de SP

Mutualismo
sexta-feira, outubro 19, 2007
Feliz Aniversário

quarta-feira, outubro 17, 2007
Cortesã do carnaval

Rara beleza promíscua, veneno sereno,
Que fala aos ouvidos sobre o amor.
Convertida em chamas que se melindram facilmente,
De intenções ocasionais, entendia aquela sensibilidade.
Mostrava o rubro do cativo fazendo-o um livre prisioneiro.
Sussurrava aos seus ouvidos em voz dolorida e plangente,
Dissimulava sinceramente o prazer.
Negra nuvem limpa, que motivava o abatimento moral
Em alentos de pássaros rumo ao sol.
Fazia do desalento o soberbo bafo, que pagava os traços,
Da atriz de rua do carnaval.
terça-feira, outubro 16, 2007
Amor ímpar

O Amor ímpar cresceu assim, recheado de sentimentos e consternações, aquela surpresa que vez por outra é dolorosa, mas que sobrevive do gosto de receber aquela comoção moral.
De tudo, a distância só dará progressão à existência desse amor, amor que será sempre amável... De tudo será atento... E viverá sempre a espera de alguém que complete a sua função de amor...
sábado, outubro 13, 2007
Desculpa esfarrapada e o Círio
quarta-feira, outubro 10, 2007
Um alento de Vinícius
Semana passada estava meio desapontado; telefonei para o Vinícius de Moraes para ver se ele me dava algum ânimo, lá do céu. Peguei o telefone preto e disquei... Ele sempre cortês, me atendeu atenciosamente com a maior benevolência.
- Vinícius... Sou eu, o Toninho...
- Fale meu rapaz... Há muito tempo você não liga, algum problema?
- Ah Poeta, ando muito desiludido com algumas pessoas por aqui e seus modos de ver. Aprendi a viver a extensao do amor, amar sempre, buscando sempre receber impressoes, sentir sensacoes novas, como bem o senhor me ensinou, a enxergar com alma. Ocorre que, alguns seres vivem por maquinar este sentir, sabe, atenuando o sentimento, mantendo-o pra si, forjando sensaçoes... nao se permitindo sentir naturalmente. Amar sem se preocupar, viver a vida intensamente. Liberando desejos... Com a pureza de corpo e alma...
Quando você andava fisicamente por aqui, lembro bem que perguntaram se você estaria com medo da morte, e , placidamente, você respondeu: “Não, meu filho. Eu não estou com medo da morte. Estou é com saudades da vida”.
Penso muito nisso sabe... Por isso queria saber de você, sábio porta-voz da boêmia gente...Será que estou fazendo errado? Estou sendo ingênuo, por sentir naturalmente e sem grandes pretensões?
- Meu filho...Nao se preocupe muito com isso... é normal ter aptidão para sentir...
- Não consigo mestre... Estou consternado com essa humanidade...
- Meu garoto, é normal pensar essas coisas. Faz parte da nossa singularidade. Não se aflija não. Essas pessoas não nos entendem, nao sabem o que é o sentimento estreme...
Nos tempos em que eu estava por aí, era taxado por muitos como mulherengo por sentir e aproveitar o instante, viver em cada vão momento... Quando disse “que seja eterno enquanto dure” muitos nao entenderam a real profundeza de meu soneto, por vanidade essas pessoas são desconhecedoras da liberdade, nao compreendem que o sentir nao pode ser avaliado, é ingênito e muito inato. Tortura-lhes saber que a labareda do amor é finita, como sempre digo, posto que é chama...Contudo, se alguem disser que te ama, acredite, confie! Não importa o que o futuro traga com o passar do tempo... Bom rapaz, o nosso amor é estranho pra eles. Meu amigo camarada Tom, hoje também parceiro aqui em cima, ainda diz que “somos todos entes da escola do perdão”, porque vivemos com a alma livre, errando e aprendendo constantemente, vivemos do louco amor... aquele que toca e fere, e quando fere vibra, mas prefere ferir a fenecer... e vive a esmo.... Eles nao sabem que o sentir é confluência de apetites ubíquos, basta enxergar. Enquanto nós nos agradamos mais da eterna aventura em que persistimos, eles melancolizarão a suas vidas mal-aventuradas...
Nosso coracao se agrada, porque é amado, é fiel a sua lei de cada instante... Desassombrado, doido, delirante... Numa paixão de tudo e de si mesmo...
Voce me compreende?
E entao eu, extático e disléxico, respondi leve e lentamente;
- Sim..
E ele desligou...
Deus o abençoe poeta.

terça-feira, outubro 09, 2007
Música
Bom... no mês de junho deste ano, fui passar algum tempo no Rio de Janeiro, inicialmente fui assistir ao último show do los hermanos na fundição progresso, todavia, continuei a desbravar as belezas cariocas por mais dois meses. Alternava meu tempo com surf, teatro e músicas... Além de vários locais lindos que conheci. Gravei esse vídeo 8h da manhã quando acabara de chegar da pizzaria Guanabara, local de meus melhores encontros. Não canto por estar sem voz, no mais, taí a letra, acompanhe-na. Um grande abraço...
Eu encontrei-a
quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pra eu merecer
Antes de um mês
Eu já não sei
E até quem me vê
Lendo jornal
Na fila do pão
Sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá
Que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor
A gente é quem sabe, pequena
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco
Que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia
Eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê
Deve não ser
Você me falou
Pra eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver
Eu penso em trocar
A minha TV num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
E ir onde o vento for
Que pra nós dois
Sair de casa já é se aventurar...
Ah vai!
Me diz o que é o sossego
Que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora
Pego carona
Pra te acompanhar
Último Romance - Rodrigo Amarantes
Incrível sensação

Em todos os dias de minha vida jamais havia escutado algo assim, nem na cama, palco das maiores mentiras sinceras, nem nas conversas mais apaixonadas e inspiradoras nos tempos de enamorado. Incrível como essas palavras nos tocam, dizem profundamente em si... mais incrível porque você não espera, caem como um balão de afeto estrondeando toda a sua coerência usual.
É como se aquela pessoa revelasse algo que ultrapasse uma ordem de realidades ordinárias, determinada, saca? Algo súbito que te faz aquilatar profundamente se aquela raridade foi feita pra ti, se as palavras ditas foram obra da mais pura sensação do ser humano, o sentimento estreme.
Aquele que nos faz discutir com formosura, encanto... que faz a gente poetizar, extravasar-se manifestando impressões de efeito causado por um estímulo exterior sobre os sentidos... É aquele que nos faz amar mais que fazer amor...
E o mais deleitoso é saber que em tão pouco, com tão pouco você manifestou este sentir naquela pessoa. É como digo, este sentimento nos enleva, escandaliza! Provoca impressão, sensação moral a ponto de fazer repensarmos o sentido afeição. Num sucessivo imprevisto de impressões que se apresentam ao espírito.
Por fim, essa sensação é despretensiosa e natural, sua singularidade é deliciosa, e pode vir de quem você menos espera... Captando seu romance e lhe dando novas glórias... Em suma, é foda!
segunda-feira, outubro 08, 2007
Um viva pra Segunda-feira
O exercício da crônica

Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali desses pequenos achados que são a sua marca registrada e constituem um tópico infalível nas conversas do alheio naquela noite. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, e constituem a maioria, "tacam peito" na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica com uma espécie de desespero, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes "marginais da imprensa", por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros, as espicaçam; este é lido por puro deleite, aquele por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica, e o cronista afirma-se cada vez mais como o cafezinho quente seguido de um bom cigarro, que tanto prazer dão depois que se come.
Coloque-se porém o leitor, o ingrato leitor, no papel do cronista. Dias há em que, positivamente, a crônica "não baixa". O cronista levanta-se, senta-se, lava as mãos, levanta-se de novo, chega à janela, dá uma telefonada a um amigo, põe um disco na vitrola, relê crônicas passadas em busca de inspiração - e nada. Ele sabe que o tempo está correndo, que a sua página tem uma hora certa para fechar, que os linotipistas o estão esperando com impaciência, que o diretor do jornal está provavelmente coçando a cabeça e dizendo a seus auxiliares: "É... não há nada a fazer com Fulano..." Aí então é que, se ele é cronista mesmo, ele se pega pela gola e diz: "Vamos, escreve, ó mascarado! Escreve uma crônica sobre esta cadeira que está aí em tua frente! E que ela seja bem-feita e divirta os leitores!" E o negócio sai de qualquer maneira.
O ideal para um cronista é ter sempre uma os duas crônicas adiantadas. Mas eu conheço muito poucos que o façam. Alguns tentam, quando começam, no afã de dar uma boa impressão ao diretor e ao secretário do jornal. Mas se ele é um verdadeiro cronista, um cronista que se preza, ao fim de duas semanas estará gastando a metade do seu ordenado em mandar sua crônica de táxi - e a verdade é que, em sua inocente maldade, tem um certo prazer em imaginar o suspiro de alívio e a correria que ela causa, quando, tal uma filha desaparecida, chega de volta à casa paterna.
sexta-feira, outubro 05, 2007
Simulacro
Meus amigos,Que tal se fingíssemos viver em democracia. E se falássemos somente em metáforas. Ou se jogássemos no lixo a cidadania. Melhor, e se fingíssemos combater a tirania, a malversação, o nepotismo. E se fingíssemos punir os vigaristas, os ladravazes, os surrupiadores dos dinheiros públicos, os mensaleiros, sanguessugas, cuequeiros.E se não tivéssemos voz ativa, se aceitássemos essa roda viva. E se amassemos essas grandes mentiras... E se não fosse existência; mas uma expiação...
Em suma, se fizéssemos este simulacro, se brincássemos de Brasil com o Brasil.Talvez entendêssemos este (des) governo, não?
quarta-feira, outubro 03, 2007
Amnésia pós-embriaguez
Então, volto a descansar... espero este recuo passar, contemplo-me de desejos, risos, retrocedo em vários flashs, e ovaciono esse conjunto de coisas necessárias a nossa subsistência...
Na inclinação da alma e do coração...
Conheço o carinho,
Vivo a extensão do amor,
No mais,
Você é importante para mim
Como a liberdade é imprescindível para o ser humano.
Este último pensamento foi uma confluência que fiz acerca do comentário da amiga Cris( blog Morenocris) em post anterior, e que fez meu dia ser muito melhor, me fez muito bem, após ler-la(incrivel como palavras nos tocam). Obrigado pelos elogios e carinho,todos muito forte em mim!!
terça-feira, outubro 02, 2007
Vidas Paralelas

Hoje relembrei desse dia, do tanto que praguejei da raiva que senti em ter que locar aquele filme disparatado... Pareciam um monte de malucos que dormiam e acordavam numa história histérica e sem sentido, avançando e retroagindo cada vez fazendo menos sentido...
Buscando uma analogia com o que vivo hoje, começo a observar que vivo em duas vidas paralelas... Não que eu esteja ficando louco, apenas alguns pensamentos e momentos preponderam sobre outros...
É como se a minha vida normal fosse cortada, em vários momentos, por outra até então desconhecida, mas que viajo tentando decifrar cada espaço ainda escuro...
E assim tem funcionado meus dias, me pego várias vezes com a cabeça longe, esqueço algumas coisas que fiz, outras faço de maneira automática sem pensar ou por instinto...
Alguns pensamentos fixos, um em especial... E esse me remete ainda mais a uma história apenas explicável se eu de fato considerar a existência de um mundo paralelo...
Refiro-me a saudade de alguém a quem apenas tenho acesso ao sorriso e umas poucas dúzias de palavras... Como pode?
Por isso hoje defendo essa vida paralela, acredito nela, tenho certeza que nos meus constantes momentos de branco viajo pra lá... Talvez lá possa conversar e rir exaustivamente de tudo que se passa, possa ser inteiro sem ser censurado, amar e ser amado a mesma e fiel medida...
Talvez lá e por enquanto apenas lá encontre o descanso, a paixão, a tormenta, a tempestade, o temporal, o sol, dunas, mar, sal, rio, doce, amor... Tantas coisas ambíguas, que se completam e se significam... Da mesma forma que faço com minha vida paralela até o momento de ser una.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Feito pelo não feito

quarta-feira, setembro 26, 2007
Amigos
Após alguns dias me perguntando se todos esses momentos especiais de nossas vidas algum dia irão fenecer, serão esquecidos pela mente, compreendi definitivamente que não. Talvez momentos de tristeza, daqueles que faz sentido esquecer, devam se deslembrar mesmo, mas o ápice da harmonia, da diversão, da embriaguez com amigos, jamais...
Pois esse laço nasce assim;
O brotar de uma árvore,
E o borbotar rebento,
Junto aos gomos,
Umedecem se regados por um amigo.
A aspersão floresce a afeição,
Então o vegetal lenhoso se fortalece,
A amizade converte-se em permanente,
Na mais obra prima da natureza,
Celebração de laço cordial,
Como irmãos que a natureza impõe.
Por fim, a árvore então está madura,
Junto à amizade,
Compromisso espontâneo de estabilidade.
Da árvore nascerão lindos frutos,
E a amizade colhê-los-á,
Porque que se quer bem...
Filmagem lástima - Rio de Janeiro, Junho de 2007
domingo, setembro 23, 2007
Viver
Já dizia um pensador que não me recordo o nome " viver é desenhar sem borracha". Viver é a coisa mais difícil do mundo, a maioria das pessoas apenas existe. Viver necessita de alma, agir, se apaixonar, amar sempre com alma, aprendi isso esses dias. Nos torna muito mais lindos, puros e intensos no querer. É porque venero,
Se hoje te espero,
Pra amanhã me congelo.
Hoje vivo apaixonado,
Pra amanha entregar-me a fantasias e devaneios.
Dormir sonhando, imaginar em sonhos...
Se hoje, o acaso não for amigo,
é porque não sei ouvir,
Quando fala comigo...
E se o destino insistir em nos separar
E o amanha não me quiser bem,
O presente será a alma de meu amor também.
"Fome, desejo e vontade poderiam ser variantes do QUERER, como diriam os filósofos. Não existe querer futuro, quando se quer já é presente, impossível controlar e é esse querer alguma coisa que nos motiva a viver. O dia que deixarmos de querer a morte simplesmente chega. Daí talvez venha aquela coisa de dizer "fulano morreu de saudade/amor", na verdade o fulano perdeu a capacidade de querer e simplesmente parou de viver"... Bianch
quinta-feira, setembro 20, 2007
Paixão
Me fez pensar...Em seu texto, ele desmorona todo pejo existente num ser, vale à pena ler-lo.
Hoje eu decidi ser Clichê!
Depois de tanto tempo vendo aqueles filmes água com açúcar, escutando músicas românticas, poesias soltas em tantos lugares, cheguei hoje a alguns pensamentos, talvez ingênuos, longe da realidade dos outros.
O primeiro deles é que não estamos tão longe da realidade dos filmes. Nossas vidas são como que caprichosamente controladas por um diretor ou escritor, nós meros coadjuvantes ou mesmo figurantes a espera de um roteiro surpreendente e uma trilha sonora não menos ilógica.
Achamos que temos perfeito domínio de tudo. E eis que de fundo ouvimos a chegada da trilha sonora. Algo que por instantes foi imperceptível, mas em uma tradução rápida a canção dizia: “Ela pode ser o rosto que não consigo esquecer... Um traço de prazer ou arrependimento... Pode ser o tesouro ou o preço que tenho que pagar...”
E realmente via na minha frente um sorriso e um olhar que jamais passariam despercebidos onde quer que seja. Ao andar apenas deixava um rastro dos cabelos ficando pra trás e um brilho natural que rodeava tudo em volta.
Engraçado como realmente isso acontece.
Algumas pessoas têm um brilho interno, um imã que te puxam pra perto delas e que vai muito além da beleza que todo mundo vê. E fascina de imediato. Seduz de uma maneira a deixar confuso, um dilema, amarro-me aos mastros, tapo meus ouvidos, e escapo do canto da sereia!? Ou apenas admiro mais e mais e quem sabe me aproximo mais!?
E aí talvez esteja o pensamento mais importante do dia. Por que não me aproximar!?
Por isso hoje decidi ser clichê, ao menos hoje.
Quero encarar como num filme: “-Surreal mais encantador!”
Sem complicar muito, apenas deliciando-me com o canto, sorrindo com a lembrança do brilho nos seus olhos, sofrendo com a insegurança, esperando atentamente o minuto em que a parte da música tocará de novo e ela chegará.
Como é bom ser ingênuo, sonhar docemente e sem grandes pretensões, comer um saquinho de pipoca ao assistir o filme em que um cara normal conhece a melhor coisa que podia acontecer na faculdade...
E aí acabei dormindo, assisti apenas ao inicio, mas já foi suficiente... Dormi feliz, porque sonhei que eu estava lá, disposto a fazer mais que o necessário para fazer o melhor filme... Seja qual for o roteiro!
terça-feira, setembro 18, 2007
Exercício lírico de aprendizado
No mais, uma coisa é certa, a vida só tem uma porta de entrada, mas várias de saída. E este oceano de solidão, ermo, pelo fato da escolha ser sua, agrega um rascunho de saudades, que, pra mim, funcionam liricamente assim;
De tudo, importante é medrar absorvendo profundamente essas mudanças que se sucedem, e verificar que o engenho disso, se dá quando notamos que aprendemos um pouco mais.
quarta-feira, setembro 12, 2007
Corrupção

Da mesma forma, os veículos de comunicação brasileiros têm denunciado as falcatruas, os descalabros e os vergonhosos atos de corrupção.
Na relação das nações consideradas altamente corruptas, mantemos um dos primeiros lugares.Houve quem esperasse desse processo um enfrentamento da verdade do país, roído pela corrupção.
Teria sido assim e teria valido a pena se tudo isso redundasse naquela lição que nos ensinavam na infância: o crime não compensa.
De tudo o que vem acontecendo no Brasil, o mais chocante é o desprezo pela inteligência da população, o abismo que separa a opinião pública dos centros de poder onde decisões são tomadas, como se a população não existisse.
O que esperaremos das futuras gerações nesse país que respira e transpira corrupção?
quarta-feira, setembro 05, 2007
Poesia

quarta-feira, agosto 29, 2007
Momentos; a bebida, o violão, e os amigos.
Há momentos que se resumem em;
Um violão, uns amigos...
Mescla de alegria, divertimento e descontração.
Esse social era feito todas as quartas na casa de uma amiga, na Sá Ferreira (Rio, Copacabana). Muita música, anedotas, estórias, recitais, interpretações, no tom que a harmonia gosta.
O cardápio era composto de algumas especiarias da culinária paroaroa, pernambucana e algumas invenções cariocas. As bebidas eram diversas. Tais como o degustável vinho. A cerveja, que era sempre Itaipava( excelente sabor, consistência, do mesmo fabricante da Boêmia, recomendo!) e a vodka russa, que ao final da noite ressuscitava Lênin...Stalin ...e até Leon Trotski. E algumas vezes, a bebida das altas montanhas. É, o chamado por Vinícius de cão engarrafado. O envelhecido uísque.
Fica a saudade e a consagração de que momentos assim. Devem ser guardados. Bem guardados.
Lula e sua consciência política

Amigos leitores,
O problema do Lula é que ele tem Muiiita consciência política... Tem consciência política demaaaais! Só pensa nele e no seu bem, e sabe, com muita consciência... Política! Distorcer as acusações e opiniões dos outros, se defendendo de coisas que ninguém falou, de acusações que ninguém fez... É incrível como ele sabe fugir da raia!
Então lá, pra se defender, disse em seu discurso cacofônico que “as pessoas das elites que são contra o bolsa família não querem que os pobres ganhem dinheiro do governo”. Ora, ninguém em sã consciência nesse país, ninguém decente é contra o bolsa família, uma medida emergencial, assistencial que foi criada, aliás, pelo Fenando Henrique, e que o Lula transformou na única obra que executou até agora, pois lhe garante 60% de aprovação, JUSTAMENTE das pessoas que não aprenderam a ter... Consciência política.
A única critica que as pessoas decentes fazem à bolsa família, é como, ao uso político disso. E não gostam de como esse cabresto político, que garante ao Lula popularidade, seja usado para não ser executado absolutamente nada que ajude no crescimento econômico desse país.
Gente decente é contra o bolsa família apenas, quando essa medida emergencial é usada para encobrir a mais vergonhosa e trapalhona administração pública que já ouve nesse país desde Cabral, e que agora, depois de não aproveitar em nada a bonança da economia mundial, ri da crise internacional que nos ronda.
Vamos rezar pra que a crise econômica mundial não coma o pouco que conseguimos apesar dessa administração.
segunda-feira, junho 11, 2007
Futuro da Amazônia

terça-feira, abril 24, 2007
Corrupção sem interrupção

Agora a nova sede da procuradoria geral do trabalho, em Brasília, custará à quantia de 131 milhões de reais. O escândalo é tanto, que está sendo denunciado o absurdo pela Procuradora geral do trabalho, Sandra Simão.
Esta loucura, esta construção, terá 56 mil metros quadrados para abrigar apenas 470 funcionários... Isso, só pra eles. O metro quadrado de dois mil e quatrocentos reais.
Enquanto o povo mingua de fome, falta de verbas, escolas, saúde, esses canalhas de toga se acham os reis. O prédio inútil, e pronto para futuras corrupções, terá oito andares com três subsolos de garagem, vaga para 670 carros. Terão três auditórios, câmara frigorífica, nove elevadores, cozinhas industriais. E é claro que há indícios de compras super faturadas, notas fiscais falsas, referentes a serviços não prestados, ou seja, repete-se a estória do outro tribunal do trabalho, tão grave, que os próprios procuradores (alguns) estão denunciando o caso.
Haverá sindicância? Claro que não. Ora ora, estamos no Brasil, eles darão um jeito. A quem apelar para impedir este crime? Ao Lula? Ao Supremo tribunal federal? Que esta soltando autores de crimes hediondos... A quem apelar?
terça-feira, abril 17, 2007
Retomar a importação de etanol do Brasil
Em 2006, esses embarques renderam ao Brasil US$ 15,897 milhões - em 2005, haviam somado apenas US$ 271 mil. O contrato será negociado entre a Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA) e a Petrobrás. Entretanto, o gesto de boa-vontade de Caracas não diminui o potencial de conflito entre o Brasil e a Venezuela na discussão sobre biocombustíveis durante a 1ª Cúpula Energética da América do Sul, nesta segunda e terça-feira, em Isla Margarita.
Nesta terça-feira, o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, conseguiu bloquear a tentativa das delegações da Venezuela e da Bolívia de incluir na declaração que será assinada amanhã pelos chefes de Estado sul-americanos a advertência de que a produção de insumos para os biocombustíveis não deve prejudicar as safras agrícolas nem as áreas de proteção florestal da região(Fonte: Estadão)
Integração energética da América do Sul

Temas como petróleo, gás natural, biocombustíveis e energia elétrica farão parte dos debates. Ao fim do encontro, será assinada uma declaração conjunta sobre os princípios e objetivos que devem orientar esse processo.
Na segunda-feira, após 10 horas de reunião, os ministros de Energia da América do Sul não chegaram a um consenso sobre a declaração final da Cúpula Energética.(Fonte G1.)
terça-feira, abril 10, 2007
Difícil elencar no rol de características de nosso Presidente, uma ou algumas, que mostrem verdadeiramente com quem se está tratando. Nesse esforço, uma parece ser a mais evidente, além é claro da covardia e da postergação, é a HABITUAL FALTA DE COMPROMISSO COM AQUILO QUE FORA PACTUADO.
Talvez essa até seja uma característica de grande parte dos políticos, mas nesse caso específico, para não incorrer em um discurso óbvio e clichê, não pretendo de forma alguma trazer reflexões sobre promessas de campanha, ou algo do tipo.
A intenção é trazer a luz, consoante discurso do Senador José Agripino (Democratas – RN), o desrespeito com os acordos acertados pelo Presidente e seus líderes – entende-se líderes aqui de forma ampla, ou seja, àqueles do Senado, da Câmara, bem como seus Ministros e subordinados, enfim, todos que representam o governo – com membros dos demais setores.
Vejamos então um trecho do pronunciamento realizado em 04 de abril de 2007 no Senado Federal:
Eu, Senadora Rosalba, queria fazer uma reflexão e uma avaliação dos fatos neste final de tarde de quarta-feira, para que nós, Senador Gilvam Borges, fiquemos mais conscientes do que está acontecendo conosco, de quem é o nosso Presidente, do nível de confiabilidade que se pode ter nas instituições, nos governantes, de qual é o passado das pessoas, do que o passado avaliza para o futuro. É sempre bom fazer esse tipo de reflexão, principalmente numa quarta-feira santa.
Senadora Rosalba Ciarlini, eu estava na Internet, no blog do Josias, e vi uma coisa que me parece no mínimo curiosa, merecedora de reflexão. Há um livro intitulado Lula, o filho do Brasil, publicado pela Editora Fundação Perseu Abramo, que, evidentemente, trata da vida sindical de Lula. Lá pelas tantas, na página 136 – se não me engano –, está escrito:
"Houve uma proposta. A Empresa Scania aceitou a proposta. Essa proposta foi levada aos trabalhadores dentro da fábrica e, nessa assembléia, eu falei. Os trabalhadores aceitaram a proposta, aceitaram inclusive batendo palmas. E nós saímos da Scania e fomos para a Delegacia Regional do Trabalho para fazer o acordo".
É o relato de um episódio em que Lula, sindicalista, conduziu um entendimento com a Scania-Vabis, uma empresa sueca no Brasil. Lula teria levado o entendimento a bom termo e, feito o acordo, levou-o à Delegacia do Trabalho. O livro, logo em seguida, traz um comentário de Lula: "Por pressão do Sindicato da Indústria Automobilística, o acordo foi desfeito. E é lógico que você pega o trabalhador que desconfia que houve traição, que o sindicato vendeu ele ou coisa parecida". E Lula se refere ao Sindicato da Indústria de Automóveis ou àqueles que quebraram o acordo como "safados", para não citar a palavra mais forte que é relatada no livro. Ele conduziu, como sindicalista, um acordo; os patrões o aceitaram. Mas, por pressões, os patrões voltaram atrás, desfizeram o acordo e ele se refere àqueles que desfizeram o acordo como uns "safadões".
Como é triste e desprezível, olhar para traz e vir que tudo aquilo que tanto foi pregado e defendido por Lula não significa mais nada. Afinal, de acordo com ele próprio e seu partido, como se pode abstrair, os fins justificam os meios.
Vejamos uma lista de acordos não cumpridos, ou seja, uma lista de acordos que em razão de comportamentos de "safadões" caíram por terra:
"Lembra-se do projeto da Sudene e da Sudam, que, durante um ano, foi elaborado, sem ruído, e depois aprovado? Foi vetado lá, sem que o Governo nos tenha dito nada, sem ter havido anúncio algum de que os acordos que fazíamos aqui iriam sofrer reparos quando chegassem lá."
"Outro exemplo: a Super-Receita. Havia um dispositivo atrelado ao compromisso de não se vetar a gratificação para os auditores, para que eles apoiassem a Emenda nº 3. Foi vetada a gratificação. Não houve acordo algum nesse sentido."
"Quer mais outro exemplo? A reabertura de prazo do Refis de 180 dias. Nunca nos disseram que iam vetar. Vetaram, lá."
"Quer ver outra? A repactuação das dívidas dos devedores rurais, na área de atuação da Adene, a antiga Sudene. Quem é que disse que iam vetar? Vetaram os 180 dias de prazo para a repactuação dos débitos do crédito rural. Que perversidade! Nunca ninguém disse isso. Negociamos aqui, fizemos uma negociação transparente, para chegar lá e vetarem."
São apenas alguns exemplo, com certeza além de outros existentes, nosso Presidente da República ainda nos oferecerá muito mais.
Precisas as palavras do líder democrata José Agripino.
terça-feira, abril 03, 2007
Filme





