terça-feira, julho 12, 2011

Dica de Filme



O mais novo e premiadíssimo filme da filha do mestre Coppola, a norte americana Sofia Coppola, "Um Lugar Qualquer (Somewhere)", me pareceu um filme bom, apenas. É super parado, com poucas trilhas e um tanto estranho. Pelos inúmeros elogios que a crítica internacional fez, confesso que esperava mais. De todo modo, vale a pena assistir pelo enredo.

segunda-feira, julho 11, 2011

O que ouço



A música "Guaranteed", faixa do álbum de Eddie Vedder feito para o filme "Na natureza Selvagem", de Sean Penn, foi indicada à época para os prêmios de melhor canção original (Golden Globe 2008) e melhor canção feita para um filme (Grammy 2008). Vale a pena Ouvir.

Um particular de Vinícius



Nas palavras de Carlos Drummond “Vinicius foi o único de nós que teve vida de poeta. Vida de poeta, em outras palavras, seria uma vida apaixonada. Escrever paixão é uma coisa. Viver paixão, outra. Não que uma coisa diminua o prestígio da outra, mas na lacônica frase nota-se de forma suave o tom de admiração e apreço em se viver apaixonado, ato que Vinicius sabia desempenhar tão bem."

Simples assim

Filme bom sempre tem alguns particulares: ou é inovador na estética ou é polêmico no conteúdo, leva os cinéfilos ao riso ou as mais agradáveis lágrimas. Por fim, ganha o status de clássico ou nos marca profundamente. É mágico.

Dica de Filme



Eu fico impressionado, cada vez mais, com o talento de Clint Eastwood. Se nos idos de outros tempos foi excelente ator (Anti-herói e Um cara durão) , hoje se tornou um brilhante diretor/produtor. Em "Além da vida" ele mantém sua característica em abordar temas polêmicos, mas dessa vez com o intuito de nos convencer de que existe a vida após a morte. Vale a pena conferir.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Possibilidades de um novo ano


É difícil de assimilarmos, mas o que foi feito há cinco dias atrás é passado. É do ano que já se foi, de 2008, ano passado. E essa impressão se dá, porque tendemo-nos, continuamente, na regência relativa do tempo. A sucessão de anos, dias e momentos, que envolvem para o homem a noção de presente, passado e futuro.

Ligados nessa propensão é natural fazermos um pesar do que foi feito, conquistado, e do que foi produzido durante o decorrido ano. A esta cobrança não devemos nos eximir, pois estamos sempre à procura de um fim para a existência, e para isso, não devemos esquecer do que já se passou, do começo.

Os aforismos são simples. Satisfeito com o que faz? Valeu a pena? Há mudanças a serem feitas?

Carlos Drummond de Andrade já disse, “o aforismo constitui uma das maiores pretensões da inteligência, a de reger a vida”.

Que venha 2009!

terça-feira, dezembro 23, 2008

Paixões efêmeras


O melhor da vida é, na maioria das vezes, a absoluta incerteza sobre o que é ou não efemero, que paixoes são ou não superciais o suficiente para desaparecerem em dois dias. Nada melhor do que algo simplesmente acontecer... Do nada encontrarmos no outro tantas coisas que se completam e ao se completarem aumentam de vulto...
Mais apaixonante ainda é o poder do acaso e do tempo que nos comandam como marionetes num teatro infantil, lúdico, e quem sabe podem nos oferecer a possibilidade do reencontro...
Se não... Nada se pode fazer... Apenas relembrar, e agradecer... GRANDES MOMENTOS... E constatar que realmente nem tudo é efêmero, pois muitas coisas mesmo com a distância física acabam permanecendo no pensamento.

Natal



Natal. Na província neva.
Nos lares aconchegados
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.


Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Por isso tenho saudade.


E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!



Fernando Pessoa

sábado, dezembro 20, 2008

Vidas Paralelas


Nos idos de outros tempos, tive que assistir a um filme, para fazer um trabalho de uma matéria que não suportava... Fala de inconsciente... Assuntos tratados pelo velho Freud... E fiz por fazer, como alguém que cumpre uma obrigação e só...Hoje relembrei desse dia, do tanto que praguejei da raiva que senti em ter que locar aquele filme disparatado... Pareciam um monte de malucos que dormiam e acordavam numa história histérica e sem sentido, avançando e retroagindo cada vez fazendo menos sentido...Buscando uma analogia com o que vivo hoje, começo a observar que vivo em duas vidas paralelas... Não que eu esteja ficando louco, apenas alguns pensamentos e momentos preponderam sobre outros...É como se a minha vida normal fosse cortada, em vários momentos, por outra até então desconhecida, mas que viajo tentando decifrar cada espaço ainda escuro...E assim tem funcionado meus dias, me pego várias vezes com a cabeça longe, esqueço algumas coisas que fiz, outras faço de maneira automática sem pensar ou por instinto...Alguns pensamentos fixos, um em especial... E esse me remete ainda mais a uma história apenas explicável se eu de fato considerar a existência de um mundo paralelo...Refiro-me a saudade de alguém a quem apenas tenho acesso ao sorriso e umas poucas dúzias de palavras... Como pode?Por isso hoje defendo essa vida paralela, acredito nela, tenho certeza que nos meus constantes momentos de branco viajo pra lá... Talvez lá possa conversar e rir exaustivamente de tudo que se passa, possa ser inteiro sem ser censurado, amar e ser amado a mesma e fiel medida...Talvez lá e por enquanto apenas lá encontre o descanso, a paixão, a tormenta, a tempestade, o temporal, o sol, dunas, mar, sal, rio, doce, amor... Tantas coisas ambíguas, que se completam e se significam... Da mesma forma que faço com minha vida paralela até o momento de ser una.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Paisagem


Nos idos de outros tempos, na minha puerícia, talvez, presumia que o lance de vista numa extensão de território, gêneros de pinturas, descrições de cenas campestres, entre outras formas, era domínio exclusivo dos adultos, pessoas que já sabiam “definir” ou minudenciar as coisas. Hoje, porém, clareado de percepções, por menor que sejam, tenho à vista que a marca causada pela contemplação de uma paisagem estará intimamente subordinada as variações do caráter emotivo, mais precisamente do humor jovial ou atrabilioso que estiverem atuando dentro de nós no preciso instante em que a tivermos diante dos olhos. Em suma: paisagem é um estado de alma.

domingo, outubro 05, 2008

Utopia


"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar".

Eduardo Galeano

Conluio



Queria que,
Antes de tudo, antes de nada,
Tivéssemos um pouco de cada.

Queria que,
Em meio às obscuridades da vida,
Na falta de clareza, lembrasses um pouco de nós.

Das mais belas demonstrações de conivência .
Dos momentos mais deleitosos.

Antes de tudo, antes de nada.
Cumplicidade.

sábado, outubro 04, 2008

Ideologia?


Houve o tempo em que as ideologias proferiam em voz alta sua utopia. Clamavam brilhantemente sobre as possibilidades de transformação social. Não havia impotência, incapacidade, desesperança quanto a um mundo idealizado. O destino da visão utópica era promissor, progressista, sentia-se em casa, e caminhava.
Em nosso tempo, porém, significativa parcela da população encontra-se “intelectualmente desvitalizada”, e o desinteresse à política é a maior das verdades aqui pronunciadas.

terça-feira, setembro 30, 2008

Esperanças e utopias

Sobre as virtudes da esperança tem-se escrito muito e parolado muito mais. Tal como sucedeu e continuará a suceder com as utopias, a esperança foi sempre, ao longo dos tempos, uma espécie de paraíso sonhado dos céticos. E não só dos céticos. Crentes fervorosos, dos de missa e comunhão, desses que estão convencidos de que levam por cima das suas cabeças a mão compassiva de Deus a defendê-los da chuva e do calor, não se esquecem de lhe rogar que cumpra nesta vida ao menos uma pequena parte das bem-aventuranças que prometeu para a outra. Por isso, quem não está satisfeito com o que lhe coube na desigual distribuição dos bens do planeta, sobretudo os materiais, agarra-se à esperança de que o diabo nem sempre estará atrás da porta e de que a riqueza lhe entrará um dia, antes cedo que tarde, pela janela dentro. Quem tudo perdeu, mas teve a sorte de conservar ao menos a triste vida, considera que lhe assiste o humaníssimo direito de esperar que o dia de amanhã não seja tão desgraçado como o está sendo o dia de hoje. Supondo, claro, que haja justiça neste mundo. Ora, se neste nestes lugares e nestes tempos existisse algo que merecesse semelhante nome, não a miragem do costume com que se iludem os olhos e a mente, mas uma realidade que se pudesse tocar com as mãos, é evidente que não precisaríamos de andar todos os dias com a esperança ao colo, a embalá-la, ou embalados nós ao colo dela. A simples justiça (não a dos tribunais, mas a daquele fundamental respeito que deveria presidir às relações entre os humanos) se encarregaria de pôr todas as coisas nos seus justos lugares. Dantes, ao pobre de pedir a quem se tinha acabado de negar a esmola, acrescentava-se hipocritamente que “tivesse paciência”. Penso que, na prática, aconselhar alguém a que tenha esperança não é muito diferente de aconselhá-la a ter paciência. É muito comum ouvir-se dizer da boca de políticos recém-instalados que a impaciência é contra-revolucionária. Talvez seja, talvez, mas eu inclino-me a pensar que, pelo contrário, muitas revoluções se perderam por demasiada paciência. Obviamente, nada tenho de pessoal contra a esperança, mas prefiro a impaciência. Já é tempo de que ela se note no mundo para que alguma coisa aprendam aqueles que preferem que nos alimentemos de esperanças. Ou de utopias.

José Saramago

sexta-feira, setembro 26, 2008

The end of ideology


Verifica-se uma busca incansável de um novo radicalismo intelectual, mas nao se encontra nada parecido. A ideologia está "intelectualmente desvitalizada"; a política apresenta "pouco interesse". As reformas sociais nao proporcionam um "atrativo unificador". As "velhas paixões se exauriram".
Pergunta-se por todo lado: A era ideológica chegou ao fim?




Boa sorte a todos no dia 5.

quinta-feira, setembro 25, 2008


O amor acaba, como já apregoaram poetas. Perece excepcionalmente sem razão: o modo de pensar próprio do homem. Pode acabar na compulsão da simplicidade simplesmente. Doloroso e singelo a um só tempo. Às vezes não acaba e é simplesmente esquecido. Semelhante a uma lembrança que a memória olvida. Igual a perda de sensibilidade de uma das partes do seu corpo. Que Melindra e alivia ironicamente.
O amor acaba, entre sonhos e desencantos, entre agruras e tensões, ausências e exílios, encontros e conflitos, benção e danação, entre breu e clarão, O amor acaba, pungente e compenetrado, para seguir a sua função de amor, e recomeçar.

terça-feira, setembro 23, 2008

Entre inferno e paraíso


Poesia nao tem "de ser". Mas se for, é para nos ajudar a viver, nos trazer consciência (mesmo que esta consciência doa em nós - e consciência com certeza dói), consolo em meio à alegria e ao desespero do viver. Assim, poesia tem que ser pão, água e vinho. Vale dizer: as coisas essenciais da vida.

terça-feira, julho 29, 2008

Triste final de semana


" Que se antes de cada ato nosso nos puséssemos a prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, nao chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar. Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma forma bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratular-nos ou pedir perdão... aliás, há quem diga que isso é que é a imortalidade de que tanto se fala."


José Saramago.

terça-feira, junho 17, 2008


Era sábado de manhã. A luz e o calor do sol resplandeciam manifestando a sensação de que teríamos um grande dia. A claridade rutilava de forma singular, o que me fez despertar muito mais cedo que o habitual. Assim, após tomar o café, não pestanejei a procurar um lugar onde poderia apreciar a estranha paisagem. Pensei subitamente onde Belém originava-se, e fui ao ver-o-peso, local onde a cidade acorda há mais de três séculos, com a chegada dos barcos, bem cedinho, rente ao sol-posto.

Com passar do dia, já saído de todo o sol, as interessantes vibrações registradas pelo sismógrafo da alma, contemplavam-me mais e mais e, ainda a noite, numa madrugada inesquecível, ao sair da maior das conquistas da minha vida, fui tocado, na fronte, na cara, em todo o corpo, e em algo para além do corpo, pela alvura da mais resplandecente das luas que alguma vez os olhos humanos terão visto, como um insólito descobrimento do mundo.

E só muito mais tarde, horas depois, compreendi, o que muitos afirmam, com o reforço abonatório de alguma citação clássica, que havia passado pelo “dia mais incrível da minha vida”.

quarta-feira, junho 11, 2008

A volta da inflação


"A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), taxa oficial usada pelo governo, registrou alta de 0,79% em maio, o que representa aceleração frente aos 0,55% verificados em abril, informou nesta quarta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É a maior alta mensal desde abril de 2005, quando a inflação chegara a 0,87%, e da maior variação verificada para um mês de maio desde 1996. FONTE: Folha On-line. "


O que já era previsto e óbvio começa a acontecer. O Brasil está ameaçado pela inflação, novamente.

É comum entre os economistas, há tempos, a afirmativa que o país precisa mudar o perfil de seu orçamento. Todos avisam, denunciam, clamam sobre o excesso de gastos. Mas todos perdem sua credibilidade diante desse governo, que mente, que malversa e que sofisma o povo.

O governo brasileiro só dispõe de 0,9% do seu orçamento para investimentos públicos, e para financiar o crescimento privado. Ora, não é preciso ser nenhum grande economista para saber que o Estado não precisa deste PAC, nem de tanto simulacro de plano desenvolvimentista. O que ele precisa é de reformas.

Enquanto a cratera da previdência só faz aumentar, o governo aumentou também mais de 10% com gastos de funcionários. E olha que já entraram mais de 40 mil na mamada pública.


Mas neste enredo, ao menos, Lula faz jus a sua declaraçao. A de que " governar é gastar".