quarta-feira, novembro 28, 2007

Já tentei ser cético


Já tentei ser cético. Ser aquele individuo descrente e que duvida de tudo. Acontece que a descrença em tudo, tudo que não se possa provar é às vezes falha. Percebi isso um dia desses... O engraçado é que foi com a pessoa que eu menos esperaria ter tal momento de lucidez e compreensão. Vou já lhes contar a estória...

Era uma quarta-feira, um dia já muito badalado pra quem mora no Rio. Na verdade, as festas lá terminam no domingo e começam na segunda. Fazer o quê, né? Eu, como de habitual, estava num boteco muito singular, que faz eu me sentir em casa, tanto pelo astral quanto pelas figuras que aparecem e agraciam o papo, na mesa. A Pizzaria Guanabara. Lá, deito-me na rede das conversas e leio os melhores contos cotidianos. Por conta disso, apelidamos até o local de chalé... Então... Em meio a papos e papos, surge a idéia de se mandar pro bairro que agrega variadas manifestações musicais sem ofuscar gêneros e artistas, Lapa, Bairro da boemia carioca. Palco para o lirismo das letras do samba, os acordes do som do nordeste e a modernidade da música eletrônica, todos convivendo em perfeita harmonia nos bares espalhados pelas ruas... No calor da bagaça, todos foram.... Ao chegar lá, paramos num boteco na rua Mem de Sá. E como o local estava cheio, ficamos a beber nas mesas suspensas. Aquelas mesas que as pessoas ficam em pé. Naquela ocasião, um rapaz magrinho que vendia algumas coisas, me perguntou se eu queria comprar um adesivo de Jesus, no qual estava escrito “Jesus é a salvação!”. Eu, espontâneo e despretensiosamente disse, em murmúrio, que não acreditava em Jesus... Foi então que recebi um chamar do moleque que questionava e dizia:

- Ei, como? Não acreditas em Jesus?

E eu respondi...
- Não...
Ele mais espantado ainda, disse...

- Como? E a bíblia? Tudo isso? Ta de brincadeira não é, mané...

Foi aí que começou a nossa conversa. Afastei-me um pouco do bar e comecei a me explicar para o rapaz...

- Olha só, não me entenda mal, bicho. Eu não duvido da existência de Jesus, duvido de seus milagres e ressurreição... Pra mim, ele foi ser normal como nós. Característico de bondade, egoísmo, erros e aprendizados, como todos.

Aí o rapaz repetiu...

- mas é a Bíblia?

- Cara, a Bíblia foi consolidada 100 anos após a morte de Jesus. Naquela época a expectativa de vida era de 30 anos, no máximo. Como acreditar numa Bíblia de escrevinhações, e diga-se, imposições. Pensa aí... Roma era composta 90 por cento de escravos, o povo era de fácil manipulação... Com fortalecimento das congregações que se espalhavam as escondidas, até por membros da guarda real (Disse pra ele sobre o Santo expedito), e as milhares de burradas romanas (queda de Constantinopla, motins e etc.), a populacao necessitava acreditar em algo, para ser governada. Entao, Roma, decaída, foi tomada pelas congregações, e institui o catolicismo apostólico romano. Fruto de imposição e dogma (expliquei o que era dogma pra ele).

Naquele momento, ficamos eu e ele parados, ele sem ter me entendido muito. E eu, bêbado, pensando no que tinha falado... Foi aí que uma brisa que vinha da rua até sobre mim, e que mexeu meus cabelos dando aquele alivio, fez entao minha lucidez emergir... Naquela ocasião, pensei... Como falo besteira... Como não sei de nada...

Fiquei um bom tempo calado...Aí, depois disse pra ele...

- Mas olha, sabes como quebras toda essa minha estória?

Ele todo confuso disse...

- não...

- É o seguinte, consegues enxergar o vento? Consegues vê-lo? Não né? Mas sabes da existência dele pelo frescor que ele te causa (não falei frescor, não lembro o que eu disse, tava porre e frescor é gay demais. Sem preconceitos).

Agora pra nós. Não conseguimos ver a atomicidade do elétron, mas sabemos de sua existência pela Luz, quando assistimos tv, quando vemos diversas iluminações, e outras milhões de coisas que ela nos possibilita.

Moral... Existem coisas que você não pode provar, mas sabe de sua existência de alguma forma, até quando somente faz sentir-se bem...

O moleque tomou uma breja comigo, me deu um abraço, e eu voltei pra minha mesa suspensa...

terça-feira, novembro 20, 2007

A luz e o calor do sol


O grande resplendor de um astro considerado como centro de um sistema planetário é o brilho da existência. Inexplicável a sensação da penetração dele em nossos corpos. Ao tentar aclarar um pouco, é como se vivêssemos da queima de nosso couro, e precisássemos disso para nos vigorar...
Remeto-me ao conjunto dos órgãos vegetais, os frutos, sementes ou tubérculos, que precisam dessa camada externa chamada por eles de casca ou película, sem a qual, não existiriam. Somos seres dotados de vida, e como tal, podemos examinar com atenção outras espécies para estabelecer as diferenças ou semelhanças.
As aves são uma das que mais sentem a ausência de luz e a do calor solar. São sensíveis demais e recebem as impressões pungentemente. Por isso migram sempre para o verão. Independentemente da região. Com elas, somos semelhantes. Nessa época chuvosa, muito comum e anual aqui em Belém, sofremos sensações externas mais fortemente, efeito da ausência solar. Nosso natal é bem melancólico, apesar de algumas famílias fazerem de tudo para ser uma festa, é perceptível que é mais triste que outras datas, como o Círio por exemplo. Mas olhem, vejam como essa tristeza é boa, essencial e nos enleva primorosamente.
É tempo de mais carinho, mais afagos, de mais casais enamorados. As maiores declarações de amor surgem nessas datas. As mais lindas poesias e pensamentos. Os choros mais profundos. As tristezas mais intensas... É hora de abrir os melhores vinhos, os mais deliciosos queijos. Brindar sempre, pra ratificar e reforçar que a vida é boa demais. Assistir filme coladinho comendo pipoca com refrigerante. Pra quem é fã, muitos doces. Pra quem não é, muitos salgados.
Nesta estação ficamos mais em casa, aproveitamos o que ela tem de bom, conforto e satisfação da morada. Reunimos a família mais vezes. Lembramos de momentos legais, tristes, engraçados, do ano. Lemos excessivamente. Pra quem gosta, internamo-nos na leitura. Parece que ficamos muito mais intensos na percepção, compreensão.
Por fim, isso tudo ratifica que o afastamento da luz e do calor do sol faz-nos adaptamos ao clima. Buscar soluções a equiparar, por em paralelo, o fardo da sua ausência, e extravazar de intensidade nas sensações...
É... realmente somos sem limites. O infinito é nosso caminho... E o sol nossa motivação...

Minha Terça-feira

É bem melhor

Assim...

segunda-feira, novembro 19, 2007

Sonora




E ele vinha de repente, ímpeto,
Como quem sente uma estalada sensacional, magnífica.
Seu som produzido era singular,
Os corpos sonoros vibravam nos ouvidos,
Linda emissão de voz.


O Fragor cativante concentrava o espírito em alguma coisa,
Era o objeto de diversas forças e atividades.
Era a conversão a um centro,
Centro de paz, serenidade e sossego.


Permitia-se tudo, com tudo.
Mas, sobretudo, o intenso.
Que soa clara e agradavelmente,
Harmonioso, canoro.


Suavidade que procura o além,
Watts do acolá,
Alicerce da vida,
Pois sua produção, sonora
Buscava sempre o horizonte...

sábado, novembro 10, 2007

Somos o impossível


Sem método, caminho ou orientação, partíamos em todo tempo renegando formas gerais e ordinárias de atuar. O acontecimento imprevisto ou inesperado era o habitual. A extensão considerada com uma só dimensão ou comprimento era a frontaria. A toda hora, a todo o momento, constantemente e continuamente. Acreditamos na força do pensamento, mas sentimos sem pensar. Há hora e momento pra tudo.
Vamos além do que é permitido, mas não infringimos leis matérias. Transgressão é o elo da fomentação da vida. E o calor, animação, movimento, origem, expressão, biografia, são o sustentáculo do conjunto de coisas necessárias a nossa subsistência.
A pluma ou o penacho somos nós. O peso guardamos na mala, na mala de veiculo automotor. O ser humano não gosta de peso, usa a leveza do espírito para manejar o carrego.
O fulgor, o brilho da luz solar é fundamental para as nossas pessoas, é o engodo que nos faz sorrir. Somos parte incorpórea também, parte imaterial do ser humano. Ostentamos somente o que for possível, mas, vos lembro, a alma é o impossível. Somos o impossível...

sexta-feira, novembro 09, 2007

Fantasmas da opinião


Aqui no Brasil temos o resguardo de tudo, nossa Lei Magna veio exageradamente cheia de benefícios para a população, decerto que muitos são programáticos, visa metas, mas no caso de se valer por eles, temos legitimidade para tal. Algumas pessoas dizem que é a Constituição que dá direitos para todos, e nada de deveres, concordo com isso também. É direito de greve ali, aqui. Se estiver descontente com algo, faço greve, pois estou assegurado, não interessa se o País inteiro está na merda e o sistema não funciona, quero saber da minha classe que é menos favorecida... E a outras que se danem... e assim vai.
Bom, apesar de todos esses direitos, fruto do menos pior regime político, a democracia, nossa Carta veda o anonimato. Escrever sem assinar especificamente.
Acho interessante a vida de um anônimo. Vive em função da ocultação. E quando escreve em lugares que o aceitam, faz parte da apoquentação da desavença. É o que xinga, ofende, melindra, injuria, e rir do esconderijo de sua identidade. Quanto idiotismo, puro estado de inconsciência. Se valer da não identificação pra fazer tais coisas. Ah, mais esperar o quê de alguém que nem existe? De quem vive nas costas da escuridão, e ali permanece. Tem medo da sua nominação. Reclama reclama e vive no espaço privado de luz, como um fantasma. O Brasil é cheio deles, a começar pelos comunistas matreiros, marxistas de galinheiro que vivem deitados num colchão sem qualquer higiene e insistem em reclamar de tudo, de todos, e não tomam partida para que algo mude, vivem na expiação, e desconhecem que o mundo gira, caminha, e que ontem não é hoje. A essas pessoas, dou um conselho sincero, se façam um aforismo, a sentença em poucas palavras encerra um principio moral. Nosso pais precisa de pessoas fortes, cujo o nome fique na história, e não de fantasmas da opinião...

terça-feira, novembro 06, 2007

Queda


Só lembro da minha amiga gritando " Nao vai, lembra do Marcelo Rubens Paiva...
A sensação de aprazimento e paz é indescritível. Pulo de Impulso natural, algo como liberação de sensação, parte de um todo perfeito. É o mergulho liberal necessário, e de tendência natural, visto que é queda, mas queda pras alturas, como uma cascata pro céu... da pra sacar minha viagem?
Comum quando passamos por um final de semana desse é resumi-lo em poucas palavras, pois nada chegaria próximo das sensacoes ali vividas...

Sem muitas palavras, salinas foi baldadamente DEMAIS!

Renan volta ao senado

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou hoje a intenção de renovar a licença médica que o manteve afastado por dez dias da Casa Legislativa. Ao deixar o seu gabinete hoje, após o primeiro dia de trabalho no Senado depois de se afastar da presidência da Casa, Renan disse que vai retomar o seu mandato em definitivo.

"Se eu estou trabalhando, como eu vou renovar a licença?", questionou o peemedebista ao negar uma eventual nova licença.

Renan ficou por três horas em seu gabinete de senador, já que a sala da presidência do Senado está sendo ocupada interinamente pelo senador Tião Viana (PT-AC) --primeiro vice-presidente da Casa. Além de funcionários e aliados no Estado, Renan recebeu a visita do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Jucá disse que foi apenas dar um "abraço" no colega de partido, sem entrar em detalhes sobre as conversas que manteve com Renan. O líder disse que com o retorno do senador, a base aliada do governo ganha mais um voto favorável à prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.

"Eu ganho mais um voto. Ele tem que estar aqui para votar a matéria", desconversou Jucá. Assim como o líder, Renan se manteve discreto em seu retorno ao Senado. O peemedebista não quis dar entrevistas e, mesmo cercado por jornalistas, deixou a Casa Legislativa sem comentar o seu futuro político.

A Folha Online apurou que a estratégia do peemedebista será evitar discursos públicos ou discussões polêmicas para não retomar para si os holofotes da crise política. Renan avaliou a aliados que, desde que deixou o Senado, conseguiu deixar de ser o "centro das atenções" na Casa Legislativa --o que considera positivo já que responde a quatro processos por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética.

Licença

Renan se afastou da presidência do Senado por 45 dias no dia 11 de outubro. Pouco depois, também pediu licença médica de dez dias do mandato para manter-se afastado da Casa. Durante o período, manteve-se recluso na residência oficial da presidência do Senado, evitando lugares públicos e eventos políticos.

Na semana que vem, o Conselho de Ética do Senado deve retomar as discussões sobre os processos contra Renan. O senador Jefferson Péres (PDT-AM) prometeu entregar até o dia 15 o relatório da terceira denúncia contra o peemedebista --na qual Renan é acusado de usar "laranjas" para comprar um grupo de comunicação em Alagoas.

O processo é considerado o mais grave contra o senador, já que as acusações foram reveladas pelo usineiro João Lyra ---ex-aliado de Renan que se tornou seu adversário político no Estado.

Boa terça-feira

Lula e Morales


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará à Bolívia no dia 12 de dezembro para analisar possíveis investimentos na produção de hidrocarbonetos, confirmou nesta segunda-feira (5) o líder boliviano, Evo Morales.
"Em 12 de dezembro Lula visita a Bolivia para debater o tema do investimento", disse Morales.
O presidente boliviano revelou que manteve um contato por telefone com Lula nas últimas horas, quando o líder brasileiro citou a possibilidade de propor investimentos privados do Brasil na "industrialização do gás e petróleo" da Bolívia.
"Esperamos que estes acordos sejam de estado para estado; se há empresários (brasileiros) dispostos a investir, serão bem-vindos, desde que respeitem as leis bolivianas e garantam os investimentos".
Segundo Morales, a Bolívia "precisa de milhões e milhões de dólares" para explorar sua riqueza de gás.
Horas antes, o ministro boliviano dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, revelou que o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, estará nesta terça-feira na Bolívia para discutir a questão do gás.
Segundo fontes ligadas ao governo, as conversações envolverão o desbloqueio dos investimentos da Petrobras na Bolívia, congelados após o governo Morales nacionalizar os hidrocarbonetos, em maio de 2006, e comprar duas refinarias da companhia brasileira no território boliviano.
O Brasil enfrenta no momento uma crise de desabastecimento de gás, que afeta principalmente os estados de Rio de Janeiro e São Paulo. G1

Essa conversa eu queria escutar... Vocês não?

Em alto e bom tom

No texto “seja leve” que postei aqui, desacertei no emprego do link que seria “Toninho é insustentável ( com o link do autor do texto). Lido por mim após ler o livro, e buscar coisas sobre tal, na internet . As pessoas que comentam em meu blog sabem que não recebo notificação dos comentários feitos, Por isso demorei a saber de minha gafe no texto.
Em respeito ao autor, rogo minhas desculpas e afirmo que minha razão é justificada. Não faço este pedido com perturbação moral ou receio, reconheço meu erro e reabilito que sou passível de culpa. Como pessoa normal. Injustificável sim foi o não pedido de permissão. Este pode ser censurado completamente. Despretensioso foi meu feito, sem qualquer intenção de roubar coisa alheia. Perdão pela causa.
O texto “A insustentável leveza do ser” que pode ser lido abrindo-se este link http://sexosemnexopt.blogspot.com/2007/09/um-bilhete-para-lisboa-sff.html foi escrito pela Insaciável em 17 de Setembro 2007.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Poente no sal


Imaginem estar voltando de Salinas, e na estrada se deparar com este espetáculo da natureza. E por detrás do vidro, tirar essa foto de uma maquina sem display, sem a visao no ato da foto. Natural, expectação. Lindo! Perfeito!

quarta-feira, outubro 31, 2007

Sopro escorpião


Cada um dos raios da rosa-dos-ventos inclinava caminho naquela raia, cândido de forma estreme, era inato sua impressão. Para as faces, a superfície plana avivava o semblante não provocado, livre vontade, de impulso natural.
Relativo aos mitos que são da sua natureza, plutão o seguia, confluente com o elemento água, muito intuitivo e sensível mais que os outros. Baseava-se em seus sentimentos para decidir suas ações e fazer projetos, não prestava atenção à razão ou à lógica.
As fantasias em todo tempo preciosas, e por isso, as mais belas possíveis, como uma viagem na sua imaginação. É o mergulho do descobrir ideais de vida novos e necessários para conduzi-lo ao crescimento.
Conhecível facilmente por ação clara do espírito, vernáculo era o estímulo exterior sobre a mente e os sentidos. Inclinava-se a receber sensações de substância incorpórea e alento vital.
Regia-se pela disposição sobre si, imprescindibilidade do ser humano. Honesto, corajoso, íntegro, intenso, magnético, profundo, reservado, perspicaz, enigmático e fiel a sua lei de cada instante. Um senso de lealdade invejado pelos mafiosos sicilianos.
Nunca dissimulado, a reserva de hipocrisia é obsoleta. Era o anjo decaído, abatido não por noitadas em excesso, mas por uma lucidez além dos limites. Um faro incomparável para imposturas, o que lhe tornava difícil a vida em sociedade. Produto de uma sensibilidade que chega às raias do insuportável.
Insubsistente era ele, leve como sopro, e, íntimo também como o sopro...

terça-feira, outubro 30, 2007

Salinas

Fazia um tempo, acho que dois meses que eu não ia a Salinas. Confesso que em meus sonhos, o sal tava meio que desprezado. Instantaneamente ao chegar, vi que meu modo de idéia existente era malsinado...
Acho difícil uma praia oceânica na Amazônia ter tanta beleza quanto às de lá. Pra mim, é uma das mais bonitas do Brasil.
A areia é bem granulosa e branquíssima, suas dunas envolvem a praia, algo que não se vê por aí. O vento de salinas é especial para as práticas de windsurf e kitesurf, alguns dizem que ele só perde para o de jericoacoara.
Durante os meses de Janeiro à Março, as ondas sofrem influência das grandes marés da região, chegando a alcançar 2 metros de altura. O sal é o reduto dos surfistas do estado, e onde são realizados os principais campeonatos de surf. Nos dias de flat pode-se deslizar no sandboard nas enormes dunas existentes na praia, ou no asfalto, praticar o pranchão do longboard nas ladeiras e inclinações abissais.
Para que gosta da pesca, uma grande quantidade de mangues em sua região, transformam suas águas em excelentes pesqueiros.
Lamentável diante de tanta maravilha é o desprezo dos seus gestores, que usam, gozam de salinas e nada fazem para melhorar ali. As ruas estão todas sujas, e a sinalização é péssima. Um local turístico deve ter como base, uma estrutura de recepção muito boa. E lá, o descuido é evidente.
Ocorre que, para os políticos isso pouco importa, pois turistas não votam, e para eles basta agradar a população local... Aquela velha visão deprimente...
Fora esses problemas, o sal é demais... tava demais...


quinta-feira, outubro 25, 2007

Fora racismo!


Ontem, tive o desprazer de passar por uma das piores sensações da minha vida, que foi assistir a um ato de racismo. A me ver em tal situação, senti-me extenuado. Contristado. Humilhado. Enojado. Principalmente enojado, por saber que se tratara de uma pessoa bem mais instruída contra um menino sem qualquer privilégio concorrente ao dela. Minha aversão e ódio foram tão grandes que reputei a senhora grosseiramente, e acho que ela merecia mais, muito mais. Não vale nem expor as palavras dela, pois trará mais fúria à tona, sentimento que não deve ser reverenciado por nós...

É inadmissível que esses atos espúrios, de pensar na existência de raças superiores e inferiores ainda sejam praticados. Até quando vamos retroceder?
Uma prática que foi utilizada muitas vezes para justificar a escravidão. O domínio de determinados povos por outros. Os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade. Será que a vida ainda nao mostrou que tais práticas devem ser expurgadas da sociedade?

É comum assistimos a discriminação de repercussão nacional sendo bastante censurada, e de fato deve ser. No entanto esquecemos-nos da dentro de casa, nas escolas e na rua, palco das maiores cenas de racismo. A punição é fundamental nessa hora, a social principalmente, pois ensina a população naturalmente. A discriminação é uma perversão moral, que põe em risco os fundamentos de uma sociedade livre.
No mais, é como afirmam, só existe uma raça, a espécie humana. E aquele que ofende a dignidade de qualquer ser humano, movido por razões de cunho racista, ofende a dignidade de todos e de cada um.

terça-feira, outubro 23, 2007

Será o nome da minha filha



A minha concorde,
Reputo-lhe, antemão,
Uma condição, sem a qual,
Não haverá concisão.

Talvez imposição,
Decerto terá que haver sujeição.
Mas afirmo que é inclinação da alma,
Determinar esse título,
À sucessora de meu aprendiz coração.

Amo-te já minha filha
Antes mesmo de nascer.
Com afeto brando e carinhoso
Reservo-lhe este nome,
Luiza, que será pra sempre,
O meu desejo e sempre o teu desejo.

Rendo graças,
Ao poeta mais sensível do planeta,
Por revelar os sete mil amores,
Que guardarei somente pra lhe dar,
Luiza...

Tenho saudade da Belém que não conheci


Belém é linda. Maior cidade do mundo na linha do Equador. É também a maior Metropole da Amazonia Legal. Mas meu amor por ela é muito maior do que qualquer geografia.
Banhada pelo rio Guamá, Em seus quase 400 anos de história, Belém vivenciou momentos de plenitude como o período áureo da borracha, no início do século XX, quando o município recebeu inúmeras famílias européias, o que veio a influenciar grandemente a arquitetura de suas edificações.
Antonio Lemos, foi buscar na França, centro irradiador da cultura mundial, os fundamentos para o seu plano de modernização. Paris acabara de passar por uma profunda reforma empreendida pelo urbanista Haussmann, que se cercara de um grupo de colaboradores de alta qualidade.
Walter Pinto Afirma que “O urbanismo de Haussmann caracterizou-se pela criação de uma vasta rede de grandes artérias que cortam indistintamente Paris, por bairros centrais e zonas periféricas. Paralelamente adota-se uma política ativa em matéria de serviços públicos com sistema viário, rede de esgoto, distribuição de água e gás, mercados cobertos, feiras, estações, hospitais, espaços verdes, entre outros elementos".
Alguns dizem que o espaço urbano definido na administração de Lemos, continua inalterado, e que a sua maior contribuição a Belém foi, sem dúvida, a formatação do espaço físico, a planta da cidade, de 1905.
Belém era inspecionada diariamente, seus locais públicos, praças, e bosques. Também sob influência do urbanismo de Haussmann, Antonio Lemos se valeu de um Código de Postura que impunha à população normas para a construção de novos prédios.

Nossas saudosas calçadas foram projetadas com mais de quatro metros, e todas niveladas. Hoje deparamo-nos com uma Belém carente de calçadas, e visivelmente ausente na retomada deste bem público. Fato comum é vermos construções de casas à frente dos postes públicos, quer dizer, ausência básica da gestão, ou talvez desconhecimento da importância desta, que após algum tempo, ficará somente na história.
Vivemos hoje, o que eu chamaria de causa e efeito. Calcadas desniveladas, sem qualquer continuidade, estreitas e muitas vezes ausentes. Como efeito, a população anda no meio da rua, e mais efeito ainda é o numero excessivo de acidentes com pedestres sendo vitimas.
Como causa, temos a cidade suja, fedorenta para quem caminha por ela. E o resultado são esgotos transbordando, ruas alagadas e lixo em toda parte.
A falta de sinalização deixa até quem mora por aqui, enrolado com as vias. Não conheço cidade mais mal sinalizada que esta. O produto disso se dá quando observamos o número grandioso de engarrafamento sem explicações.
Belém está sofrendo hoje, o que meu Sábio Pai chama de um processo de “favelização”. Ruas sujas, Novas construções desprezam a existência de árvores no local, e, além não plantá-las, as existentes são cortadas. A construção de muros excessivos, ora pela insegurança, ora pela privacidade, também contribui ao processo. É comum vermos muro junto a muro, casas em cima de casas, sem qualquer preocupação ao vento e a estrutura da cidade. Na verdade, nada se preocupam com a função social da propriedade. Quintais entram na memória, Muitos dizem, “para que quintal?” sem saber da enorme importância dele...
Olhando do décimo andar de um prédio, consegue-se observar tristemente tudo isso. Casas imensas surgindo coladas a outras, muros de três a quatros metros... E nenhuma árvore, nenhuma preocupação, o egoísmo e falta de cidadania alastra-se pela cidade...
Por essas, tenho saudade da Belém que não conheci...
Deixo aqui, de falar sobre a violência, fato inconteste e saudoso ainda mais quando ouvimos nossos pais a falar que andavam por Belém a fora sem qualquer preocupação. Esta merece folha única, e tema próprio.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Primeiro degrau



Em busca do mundo
Que sabiam não ser esse lá, foram...

Sem saber aonde ir,
A caminhada foi longa, muito remota,
Ação arriscada, proeza guerreira.
Seus quinhões dependiam desse suor,
Segregado pelas glândulas sudoríparas.

O sofrimento físico e moral,
Faziam questionarem se a cansativa
Procura de saber quem são teria sucesso.

Deram continuidade
As procuras resultantes do instinto,
E nessa alternante busca encontraram todo tipo de adversidades...

Sendo diferentes,
Cada um buscou um caminho só,
Sem saber que ainda sim iriam buscar alguém...
A descoberta de si...